Gareth Southgate acredita que Inglaterra tem "mais confiança e experiência" do que em 2018

Gareth Southgate mostrou-se satisfeito pela prestação na fase de grupos, mas alertou que o trabalho maior começa agora
Gareth Southgate mostrou-se satisfeito pela prestação na fase de grupos, mas alertou que o trabalho maior começa agoraAFP

O selecionador inglês diz que a sua equipa avança na competição em melhor forma e com mais crença do que aquela que apresentava em 2018, ano em que atingiu as meias-finais.

A Inglaterra assegurou os oitavos-de-final do Mundial-2022 e o primeiro lugar do grupo B depois de uma excelente segunda parte na vitória por 3-0 diante do País de Gales. Marcus Rashford marcou por duas vezes, com Phil Foden, pelo meio, a fazer também o gosto ao pé e, agora, segue-se o Senegal.

Depois de ter chegado à fase a eliminar como segundo classificado do grupo vencido pela Bélgica, no último Campeonato do Mundo, na Rússia, Southgate acredita que, quatro anos depois, a sua seleção está mais capaz e confiante.

"Acho que a mentalidade é diferente. Há mais crença e os nossos objetivos são diferentes. Na Rússia, só pensávamos se conseguiríamos ganhar um jogo a eliminar. Agora, há mais confiança e mais experiência nesse tipo de jogos", sublinhou o técnico.

O triunfo sobre a Colômbia, nos oitavos-de-final na Rússia, pôs fim a um longo período de fracassos da Inglaterra em jogos a eliminar de grandes torneios. Aí, os três leões alavancaram as suas prestações, chegando às meias-finais da prova, nas quais foram eliminados pela vice-campeã mundial Croácia.

E, se nos anos anteriores à chegada de Gareth Southgate, em 2016, a seleção inglesa parecia estagnada, o feito no Mundial-2018 fez inverter o contexto, o que se comprovou pela chegada à final do Euro-2020, que perderam para a Itália.

Terminar com a espera pela conquista de um troféu principal, desde o triunfo no Mundia-1996, continua a ser a grande ambição inglesa e os comandados de Southgate parecem capazes de fazer a sua nação sonhar.

Ao nulo diante dos Estados Unidos, seguiu-se mais uma exibição produtiva frente a País de Gales, depois do 6-2 aplicado ao Irão na ronda inaugural.

A Inglaterra parece assumir-se uma vez mais como candidata ao título e o espírito saudável entre jogadores ficou visível nos momentos que se seguiram ao triunfo no último jogo da fase de grupos, com os jogadores e as respetivas famílias a trocarem animadas impressões.

"O trabalho maior começa agora", diz Southgate

"Estamos muito satisfeitos por termos alcançado o nosso primeiro objetivo. O espírito da equipa é bom", começou por referir o selecionador após a vitória diante do País de Gales.

"Colocámos quase toda a equipa em campo, o que é fantástico para a dinâmica. E sem cartões amarelos, o que é bom. Neste momentos, estamos mesmo satisfeitos e, claro, o trabalho maior começa agora", sublinhou.

A Inglaterra surge como favorita para o duelo diante do Senegal, cuja estrela maior, Sadio Mané, falhou a prova por lesão. Contudo, Southgate terá alguns dilemas a resolver quanto à escolha da equipa a apresentar no estádio Al Bayt.

Rashford e Foden impressionaram nos lugares de Bukayo Saka e Raheem Sterling, no ataque dos três leões, com o primeiro a comprovar o regresso à boa forma, contando já três golos na competição

Já o médio do Manchester City, que nos dois primeiros jogos havia contado apenas 19 minutos, se mostrou em bom plano e, por isso, Southgate terá de decidir se mantém a confiança na dupla, o que seria um duro golpe para Saka, principalmente, pela boa forma apresentada no Arsenal e, durante o último ano, na seleção.

"Precisamos de golos desde todas as áreas. É um problema para o adversário se o perigo vier de diferentes áreas do relvado. Isto é uma competição, uma luta por lugares e as pessoas têm de mostrar trabalho", vincou o treinador.

Jordan Henderson e Kyle Walker são outros jogadores que podem manter o lugar na equipa, depois de se terem mostrado a um nível interessante diante do País de Gales, quando em comparação com Mason Mount e Kieran Trippier nos dois jogos anteriores.

"Queremos esse tipo de decisões. Precisamos de força em profundidade, porque nunca sabemos quando vamos precisar dela", explicou Southgate.

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