Diogo Costa domou o leão e Pepê aplicou o golpe fatal: FC Porto vence Sporting (2-1)

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Alvalade vai ser o palco do clássico
Alvalade vai ser o palco do clássicoOpta by Stats Perform, AFP

No clássico da 20.ª jornada da Liga, o FC Porto confirmou o ascendente sobre o Sporting e somou a quinta vitória consecutiva diante dos leões, que desde 2016 não conseguem vencer os azuis e brancos em Alvalade. Diogo Costa foi fulcral numa vitória em que os dragões mostraram maior maturidade.

Rúben Amorim começou por surpreender com o onze do Sporting. Em relação à equipa que venceu o Rio Ave, na última ronda, St. Juste, Nuno Santos, Ricardo Esgaio e Morita ficaram de fora, com Coates a regressar após castigo, Fatawu a estrear-se a titular na faixa esquerda, Héctor Bellerín, na direita e Francisco Trincão a entrar para o trio da frente. Paulinho, que foi autorizado a ir a jogo após uma providência cautelar, começa no banco de suplentes e pode voltar a ser utilizado depois de ter cumprido uma suspensão de dois jogos pelo duelo na Taça da Liga.

Como tem vindo a ser habitual nos embates com os leões, Sérgio Conceição alterou o esquema tático do FC Porto, abandonado o habitual 4x4x2 para um 4x3x3. Em relação ao conjunto que venceu o Vizela na última jornada da Liga, Zaidu rendeu o lesionado Wendell, André Franco reforçou o meio-campo onde se mantêm Uribe e Grujic, por troca com Evanilson, também entregue ao departamento médico. Dos sete lesionados com que a equipa começou a preparação para o clássico, só Eustaquio recuperou e está no banco de suplentes.

As escolhas dos dois treinadores
As escolhas dos dois treinadoresFlashscore

Aposta ganha

As alterações de Rúben Amorim surtiram efeito, com o Sporting a dominar no primeiro tempo e a conseguir ferir o FC Porto com as combinações na ala esquerda em que Matheus Reis saía da posição de central esquerdo e conseguia criar desequilíbrio, baralhando as marcações de Grujic (Pedro Gonçalves), André Franco (Fatawu) e João Mário (Francisco Trincão) e permitindo ao Sporting criar várias situações de perigo que não deram em golo devido ao desacerto de Edwards (20 minutos) e Trincão (23 minutos).

O FC Porto ia sentido dificuldades em ultrapassar a pressão. Taremi ia saindo muito do centro do ataque e Pepê não conseguia preencher esse espaço, como Toni Martínez, ou Evanilson costumam fazer.

Os lados por onde o Sporting foi atacando
Os lados por onde o Sporting foi atacandoOpta by Stats Perform

Só faltou o golo

Sentido a equipa no controlo do jogo, Rúben Amorim promoveu o regresso de Paulinho aos 35 minutos. Retirou Francisco Trincão e juntou o internacional português a Chermiti, para ter mais presença na área e tentar ficar mais perto do golo.

Apesar de ter mais oportunidades, o Sporting viu o FC Porto ter a melhor oportunidade da primeira parte. Aos 33 minutos, Taremi fugiu nas costas de Gonçalo Inácio e conseguiu rematar ao poste à saída de Adán. Na continuação da jogada, Marcano, sozinho na área, cabeceou ao lado perante a baliza deserta.

A resposta leonina não se fez esperar e Marcus Edwards (45+1 minutos), na marcação de um livre, obrigou Diogo Costa a uma enorme defesa para negar um primeiro momento de festa nas bancadas bem compostas de Alvalade.

Artur Soares Dias apitou para o intervalo e só faltava mesmo o golo em Alvalade. Os leões com ascendente, mas a saída de Trincão retirou a capacidade de perigo que a equipa tinha mostrado na primeira meia-hora.

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Galeno abriu caminho, Uribe finalizou

O segundo tempo trouxe um FC Porto mais aguerrido e apostado em criar desequilíbrios pela faixa, à semelhança daquilo que o Sporting tinha acontecido no primeiro tempo. Se nos 45 minutos anteriores, Galeno tinha mostrado muitas cautelas defensivas para segurar o ímpeto ofensivo de Bellerín, na etapa complementar, o brasileiro virou o jogo e passou a ser ele uma dora de cabeça.

E é, de resto, pela faixa esquerda que os dragões chegam à vantagem. Galeno ganhou a bola a Esgaio (que tinha rendido Bellerín), tocou em Zaidu que colocou em Uribe (60 minutos), subido no terreno. O médio colombiano ganhou o ressalto na dividida com Gonçalo Inácio e frente a Adán mostrou instinto matador. À semelhança do que tinha feito na primeira volta, o internacional cafetero voltou a marcar aos leões.

Maturidade de campeão

Após o golo, o FC Porto mostrou mais maturidade. O Sporting tentou reagir, Rúben Amorim retirou Esgaio aos 70 minutos, quinze minutos depois de o ter feito entrar, com Arthur Gomes a entrar para a faixa direita, mas raramente conseguiu ameaçar a baliza de Diogo Costa que até então não foi obrigado a nenhuma defesa.

Nos minutos finais tudo mudou. Já com David Carmo em campo, que voltou a jogar pela primeira vez desde 29 de outubro, Diogo Costa voltou a mostrar-se essencial. Aos 87 minutos negou o golo a a Chermiti, após um grande cruzamento de Edwards na direita. Aos 90+1 minutos, segurou o remate de Arthur Gomes, sendo que na recarga o Sporting marcou, mas o lance foi anulado por fora de jogo de Chermiti. E como quem não marca, sofre, Pepê (90+4 minutos) surgiu nas costas da defesa leonina, fez o 2-0 e colocou um ponto final no que toca o triunfo dos dragões.

O golo de Chermiti (90+7 minutos), com um cabeceamento ao segundo poste, ainda deu alguma vida às bancadas de Alvalade, mas a vitória estava decidida e pouco depois surgiu o ponto final no jogo.

Com este resultado, o FC Porto somou a quinta vitória consecutiva diante do Sporting e volta a encurtar a distância para o Benfica, de cinco pontos. Já o Sporting sofreu a sexta derrota em 20 jornadas, encontra-se no quarto lugar com 38 pontos, a cinco do SC Braga (joga com Marítimo), a primeira equipa em zona de apuramento para a Liga dos Campeões, e a 15 do líder Benfica.

Os cinco primeiros classificados da Liga
Os cinco primeiros classificados da LigaFlashscore

Homem do jogo Flashscore: Diogo Costa (FC Porto)

Os números da partida
Os números da partidaOpta by Stats Perform

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